Seis ônibus sofrem ataques de incendiários em menos de 24 horas na Grande BH

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Seis ônibus sofrem ataques de incendiários em menos de 24 horas na Grande BH

17:19 | 28 de dezembro

 

Mais um ônibus foi incendiado, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, nesta quinta-feira (28). É o quinto ataque a coletivos em menos de 24 horas. Dessa vez, a ação ocorreu em plena luz do dia, na avenida Severino Ballesteros, perto da BR-040, no sentido Ceasa.

Conforme informações da Polícia Militar, homens armados renderam o motorista, passageiros e trocador, determinando que todos deixassem o veículo. Em seguida, atearam fogo no coletivo.

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As ações criminosas ocorrem desde o fim da noite dessa quarta (27) em bairros de BH e Contagem.

Em um dos ataques, os suspeitos deixaram um bilhete, informando que as ações criminosas seriam uma retaliação à conduta de agentes penitenciários dentro do Complexo Prisional Antônio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, na Grande BH.

De acordo com o major Flávio Santiago, chefe da Sala de Imprensa da PM, a corporação está em alerta. "Todos estamos mobilizados na tentativa de identificar e localizar os infratores. Estamos dando todo o suporte para a investigação da equipe da Polícia Civil", disse o policial.

Já a Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap) informou, em nota, que "não é possível estabelecer relação entre o fato ocorrido e o Sistema Prisional até que a Polícia Civil conclua as investigações criminais".

O documento informa ainda que "as denúncias formalizadas são devidamente apuradas e tomadas as providências necessárias, observando normas e preceitos legais pertinentes, a exemplo do amplo direito de defesa e do contraditório".

Ataques

Por volta de uma hora da madrugada dessa quarta (27), criminosos atearam fogo em um coletivo da linha  8203 (Renascença/Buritis), no bairro Santa Cruz, na região Nordeste da capital. De acordo com PM, o veículo foi parado por dois homens armados em um carro, que ordenaram a saída de todos do coletivo para incendiá-lo.

Após a fuga dos suspeitos, motorista e passageiros conseguiram conter o fogo com extintores de incêndio. Conforme a PM, as chamas ainda destruíram o banco do motorista, parte do câmbio e do volante, o assoalho perto da roleta e dois bancos de passageiros. 

O segundo ataque ocorreu na avenida Olinto Meireles, no Barreiro, onde dois homens armados aproveitaram a parada do ônibus, entraram no veículo e determinaram a saída de passageiros e do motorista da linha 7100 (Novo Riacho/Flávio Marques Lisboa). Suspeitos jogaram gasolina e atearam fogo no coletivo, fugindo em um veículo que dava cobertura.

No bairro Goiânia, na região Nordeste da capital, cinco homens interceptaram o ônibus da linha 5503 (Goiânia /Centro), utilizando carros e motocicletas. Armados, renderam passageiros, motorista e trocador; depois, atearam fogo no coletivo.

Eles fugiram, dando tiros para o alto. Mas antes um dos suspeitos entregou um bilhete para o motorista do ônibus, informando os motivos dos ataques.

Já em Contagem, um terceiro ônibus foi incendiado no bairro Jardim Riacho das Pedras. Suspeitos colocaram fogo no coletivo da linha 1310 (Sol Nascente /Belo Horizonte). Entretanto, dessa vez, passageiros e motoristas conseguiram controlar o fogo.

Na madrugada desta quinta-feira, um quarto ônibus foi incendiado, no Anel Rodoviário, altura do bairro Betânia, na região Oeste da capital. A PM informou que buscas ainda estão sendo feitas na tentativa de localizar os criminosos.

Em nenhuma das ações houve feridos.

Atendimento prejudicado

Em nota, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH) disse que os ataques prejudicam o atendimento à população e que os veículos serão substituídos. Segundo a empresa, os ataques a coletivos neste ano já somam 22 veículos destruídos.

"As queimas de ônibus prejudicam os usuários das linhas com a redução forçada temporária de veículos em circulação. Nos cálculos do SetraBH, um veículo queimado ou depredado deixa de atender, em média, a cerca de 500 usuários por dia útil. Os atos de vandalismo também oneram o sistema de transporte coletivo e sua operação, ao reduzir a capacidade de reinvestimento dos consórcios, que não possuem seguro contra ações dessa natureza", esclareceu em nota o sindicato. (Hoje em Dia)

 

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