Antônio Rodrigues, o Rei da Cachaça, é transferido para presídio de Teófilo Otoni

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Antônio Rodrigues, o Rei da Cachaça, é transferido para presídio de Teófilo Otoni

03:23 | 23 de agosto

O “rei da cachaça” estava recolhido na cadeia pública de Pedra Azul (Vale do Jequitinhonha) desde o dia 12 de agosto, quando foi preso no escritório de sua empresa, em Salinas.

A defesa de Antonio Rodrigues alegou que o empresário apresenta quadro de hipertensão e precisa de acompanhamento médico ou ser transferido para um hospital. Ele foi transferido para Teófilo Otoni devido à falta de estrutura da cadeia pública de Pedra Azul, que, segundo um dos advogados que defendem o empresário, “não existe médico”.

Dois adolescentes – uma menina de 15 e um garoto de 14 – prestaram depoimentos ao Ministério Publico Estadual e à Polícia de Salinas, alegando que Antonio Rodrigues os convidou para ir ate fazenda dele, no município, onde teria acontecido contato sexual com os menores. A defesa de Rodrigues nega a acusação e argumenta que mesmo que o encontro tenha ocorrido, o fato não configura crime de estupro de vulnerável ou pedofilia, porque os dois adolescentes têm mais de 14 anos. A defesa também lembra que, pela mesma razão, o próprio Ministério Publico pediu a o arquivamento da denúncia pelo crime de estupro vulnerável “Não há que se falar em estupro de vulnerável (….) porque as vítimas são maiores de 14 anos (…)”, diz o parecer do MPE.

Por outro, Rodrigues teve a prisão preventiva decretada porque também pesa contra ele a suspeita de tentativa de homicídio, baseada em um vídeo. Mas a defesa também alega que não há evidência de tentativa de homicídio na filmagem. A investigação começou há cinco meses, após o encaminhamento de denúncias anônimas ao Conselho Tutelar das Crianças e dos Adolescentes do Município e ao Ministério Público Estadual. Na semana passada, o delegado de Salinas, José Eduardo dos Santos, informou que, após a prisão de Antonio Rodrigues, surgiram novas denúncias contra o empresário, feitas de forma anônima que ainda serão investigadas. Ontem, a reportagem tentou falar com o delegado, mas na delegacia a informação fornecida foi que ele estava de “folga”.

Ontem, o advogado e juiz aposentado Fredecido Espírito Santo Araújo, constituído para defender “rei da cachaça” , disse que não sabia se iria continuar com a causa, tendo em vista que “teve informações” de que a família do empresário estaria contratando outro advogado em Belo Horizonte. Espírito Santo havia impetrado na Justiça da Primeira Instância o pedido de a revogação da prisão preventiva ou a aplicação de medida cautelar de restrição de liberdade (como prisão domiciliar). Até ontem à tarde, a decisão do juiz não tinha sido divulgada. Mas, a reportagem obteve a informação de que o pedido de revogação da prisão foi negado. (Estado de Minas)

 

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